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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Quintas do Pontal - Casas no Recreio dos Bandeirantes

PRONTO PARA MORAR.

Casas de alto padrão unindo luxo e lazer em um só lugar. No Quintas do Pontal você tem SPA e tendas de massagem, que fazem dos seus dias perto do mar ainda mais prazerosos. A três minutos de uma das mais charmosas praias do Rio. Condomínio cercado por área verde, com a tranqüilidade de uma casa de praia e a comodidade de estar perto da Barra da Tijuca.
Na dúvida entre praia ou serra, escolha os dois. Você vai morar num condomínio luxuoso, erguido na encosta de uma montanha, cercado pelo verde e ao lado da Prainha. O condomínio Quintas do Pontal conta com 355 mil m² de área verde. Você vai morar em um condomínio construído sob 4 platôs, localizado numa encosta com lindas muralhas. São 6 modelos de casas com 2 e 3 andares, com 5, 4 ou 3 suítes, que variam de 209 a 331 m².

Agende sua visita. Ligue 7889-2057.




Jacarepaguá - De jacas e quintais

Ja-ca-re-pa-guá. O som desse nome associa-se, em minha mente saudosa, ao matraquear das rodas do bonde que me conduzia, menino, à casa distante de parentes. Enquanto um vento gostoso me agitava os cabelos, eu via passar as hortas plantadas debaixo das imensas torres da antiga Light. Portugueses - iguais aos dos meus parentescos avoengos - estavam por ali: casais que cuidavam das verduras e homens gordinhos vestidos de azul, o motorneiro e o cobrador, este ágil, saltitante nos estribos.

Um cheirinho de mato, trazido pelo ar límpido da manhã, me entrava pelas narinas e eu via desfilar as casas simples em ruas tranqüilas. Iam passando locais de nomes belos e sonoros, como os dos Largos: Freguesia, Tanque, Taquara... Um lugar chamado Anil me lembrava o céu azul visto numa gravura em meu livro de curso primário.

Saibam que Jacarepaguá fez muito pela arte: seu clima ideal operou milagres, salvando da tuberculose inúmeros escritores, poetas e pintores desenganados pela medicina. Mas, também, em seus sanatórios muitos artistas viram finar sua vida com a criatividade confundida com loucura.

A natureza e a liberdade - muito verde e a amplidão - sempre se mostraram em Jacarepaguá. Chácaras antigas, imensas, foram cedendo suas terras, aos poucos retalhadas em nome da urbanização. Era lá, talvez, que ficava o maior paraíso de quintais. Neles, a delícia celestial das frutas.

Lembro-me muito das jaqueiras, árvores imensas, de troncos fortes e galhos compridos que ofertavam a generosidade da sombra. Do chão coalhado de folhas, caídas no capim úmido até receber a visita do sol, era olhar para cima, usar a intuição quase infalível das crianças e escolher a jaca ambicionada. Depois, com a invejável destreza da meninice, encarapitar-se lá em cima e cutucar a fruta mais madura até que caísse, se abrisse e oferecesse à nossa gulodice a doçura daquelas delícias amarelinhas.

O Jacarepaguá de hoje é um bairro que está ali pertinho, juntando-se ao Grajaú por aqui e à Barra por lá. As casas sobrevivem dentro de condomínios bonitos, onde a classe média habita olhando os morros para onde subiram os pobres, tangidos pela necessidade.

A cidade moderna chegou a Jacarepaguá, mas não matou desse bairro lindo e amigo o espírito que saboreia as frutas e passeia nos quintais.

Reprodução do texto do site www.almacarioca.com.br